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“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Façam as suas apostas!



Façam as suas apostas! Façam as suas apostas! - Gritava o homem de terno branco e chapéu de palha, em frente a casa azul.

Na verdade, ele não sabia o porquê  de tanta gritaria.
Ele nem sabia porque estava imitando o outro homem que estava do outro lado da rua, em frente a casa verde, vestindo calça rancheira e camiseta branca.

Será que ele, o primeiro homem a gritar, aquele de calça rancheira, sabia por que estava gritando e, por que o segundo o imitava?

Virou Fulano vai com o outro ou ciclano vai com um.

Bem, assim é a vida! - um terceiro, quarto ou quinto disse, em momentos diferentes.

Uns começam a fazer as suas propostas/atividades/rotinas enfim e logo, outros começam a imitá-lo. Será que é somente por gostar de fazê-las também? Será que é por não ter originalidade? Será que é para tentar ser quem o outro é? Será que é porque nasceram depois?

Sabe-se lá!

Façam as suas apostas! Façam as suas apostas! - Os dois continuavam a gritar, cada qual de um lado da rua.

Conhecemos de certo muitas pessoas assim, que não sabem porque gritam ou se sabem continuam a gritar na intenção de serem ouvidas, contudo, temos conhecimento que há muito tempo defenderam teses de que quanto mais se grita menos se escuta.

Quem grita muito, grita porque está ensurdecendo.


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"Eu faço questão que você continue a me imitar".
 - Em entrevista ao programa pânico, dirigindo-se a seu imitador.


Que as palavras do apresentador/comunicador se transformem em um hino e que sejam tocadas a alto e bom som.


Bia Fernandes


(O texto na íntegra faz parte do segundo livro da autora)





6 comentários:

  1. Amiga, hoje o assunto é polêmico.Dá asas à imaginação.Mas, as teorias são diversificadas, às vezes até contraditórias sobre a arte da imitação.Do meu ponto de vista, acho que tudo é arte desde que seja bem feito e cause impacto no espectador.Para mim, nem sempre a arte é a imitação da realidade.Assim vou jogar com cartas marcadas! No seu texto, podemos enumerar: a)o grito angustiante do autor tentando sobrepujar sua própria falta de audição;
    b)o grito como expressão de sentimentos;
    c)o grito como uma transfiguração da realidade; e por fim, d)o grito como imitação pura e simples.Jogo com esta última carta que me parece ser a mais sensata!Abraços.

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    1. Caro amigo, O texto se refere ao simples fato de saber porque se imita o outro, mas também tem variações em suas outras alternativas. Lembremo-nos que cada leitor interpreta o texto de acordo com o seu contexto.

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  2. Isto, que você amiga respondeu foi para me confundir ainda mais!Acredito que joguei as cartas e acabei perdendo a partida!Um dia é o da caça o outro do caçador!Aguarde!!!!

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    1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  3. Bia. Muito interessante seu pensamento. Parabéns

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  4. Diferente e muito bem colocado, lindo texto! Vc gannhou um fã, parabéns pelo seu talento, deixa teu contato, é sempre bom a amizade com uma amiga poetiza.Deixa um recado lá no meu.bjs!

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