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“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

PAPA BENTO XVI







O Papa Bento XVI, em suas palavras, nos mostra coragem, inovação e fé. Mostra também humildade e caridade.

Se pararmos a correria em que vivemos e refletirmos acerca do assunto que a mídia coloca no momento, perceberemos um marco. Essa decisão do Pontífice não fora tomada de um minuto para outro. Passou por muita meditação e ponderação sobre o efeito que essa atitude de renúncia causaria no mundo .

Trazendo para o nosso dia a dia, quantas decisões precisamos tomar e ficamos remoendo, no bom sentindo, o assunto até que finalmente, consigamos direcionar nosso caminho e enveredarmos nosso barquinho pelo trecho que nos é viável?

Ouvindo um comentário de um cidadão não muito leigo, pasmei-me. Este disse: “ Isso que está acontecendo não se trata de nada a ver com a igreja. Trata-se de uma aliança política”. Preferi me abster da discussão e realmente seguir o ensinamento do Papa:

‘Pedi a Deus que me iluminasse com a sua luz para poder tomar a decisão mais justa’.– Papa Bento XVI

Quantas vezes não seguimos estas palavras e acabamos falando sem pensar e, como conseqüência, tomamos a decisão mais fácil? Mais fácil para nós, mais plausível para nós, para a nossa verdade, esquecendo que todo caminho tem ida e volta e cada verdade tem duas vertentes: a de quem a fala e a de quem escuta.

É, precisamos aprender muito com estas palavras...E o Santo Padre diz:



‘Nestes oito anos sempre senti que a barca da igreja não é minha, não é nossa, mas, do Senhor’.– Papa Bento XVI

Em uma posição à frente de milhares de pessoas, um cidadão comum se sentiria importante, orgulhoso por ter conseguido tal colocação, tal qual um trabalhador que consegue assumir um alto cargo dentro de uma empresa.
Neste momento, o  tal premiado esquecesse que ele está ali para servir.

Admitir que estamos a serviço do outro necessita-se de humildade e coragem. Não significa abaixar a cabeça. Não significa que o outro é superior a nós. Não podemos confundir humildade com humilhação.

Portanto, precisamos aprender a ter a humildade de entender que servir o outro é servir a nós mesmos, porque o outro é nosso semelhante e devemos amá-lo como amamos a nós mesmos, com todas  as dificuldades que essa decisão nos traz, pois, nem todos os dias conseguimos ter um grão de areia de sabedoria e um grão de mostarda de discernimento.

E ele diz:


 'Amar a Igreja é também ter valentia de tomar decisões difíceis'.– Papa Bento XVI


Tomo a liberdade de substituir a “Igreja” por “Senhor”. Amar ao Senhor é também ter a valentia de tomar decisões difíceis. Quando aprendemos lá nos dez mandamentos que devemos ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’, alguns de nós entendem isso como abdicar da sua própria vida. Outros compreendem que é um absurdo amar a algo ou alguém que não existe, e por aí seguem as colocações.

Pergunto então: como se respira o ar se não o tocamos nem o vemos? Amamos o ar porque ele entra em nossos pulmões e nos serve de combustível. Assim é o Senhor. Não o tocamos e não o vemos, mas acreditamos nele. Daí vem a fé e a crença.

A fé não é algo palpável. A vontade muito menos.

Quando escolhemos amar  algo temos que ter a valentia de tomar decisões que nos levem até o alvo amado. E para tanto, precisamos de coragem e muitas vezes temos que sair do nosso conformismo e inovarmos uma postura ou um comportamento, mesmo que para isso tenhamos que quebrar barreiras e preceitos.

Concluindo, o Pontífice Bento XVI é um homem de coragem, inovação e fé, além de ser humilde e caridoso, assumindo que a igreja precisa de um novo condutor da barca do Senhor e que não se encontra mais em condições para manter o seu “cargo”. Lembremo-nos que, antes de ser um Pontífice ele é um homem como todos nós, de carne e osso e por isso, é  passível de limites.
Assumamos, com este exemplo, que nós também temos as nossas limitações, nossos medos e nossa parcela de acertos e erros não somente em nossas vidas mas também na vida de nosso próximo.
Paremos de apontar dedos para o outro e observemos o contexto em que os fatos acontecem e assim, tenhamos a clareza de compreender a verdade do outro mesmo que esta não seja a nossa verdade.
E por fim, amemo-nos com o amor do Senhor.


Bia Fernandes


2 comentários:

  1. Cara amiga,
    Esta renúncia do Papa é mais um sinal dos tempos, demonstrando que o homem ainda tem seu livre árbitrio e pode escolher o que é melhor pra si e para a Igreja!Apoio totalmente a atitude do Papa e e humildemente reconheço que a momentos na vida que você tem que fazer as suas escolhas custe o que custar!

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  2. concordo plenamente com a Bia.O papa já é bastante idoso e tem problemas de saúde e deve ter meditado muito sobre sua decisão.

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