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“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”.

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

A compulsão


Como  somente algumas pessoas sabem, tenho o costume de assistir a filmes pela manhã, mas entendam pela manhã como seis horas, e também, de escrever nesse período, e hoje, em um canal de televisão  por assinatura vi o filme : Os delírios de moda de Becky Bloom, que trata da história de uma jovem que é compulsiva por compras de roupas, bolsas e sapatos e que no final da trama entende que somente adquire coisas tentando encontrar nelas a sua satisfação pessoal.

Quem leu o livro Contos e Encantos do Cotidiano deve se lembrar do conto " O DESPOJAR" que cita uma jovem que compra, compra, compra e compra e nem sabe o que tem dentro do armário.

Infelizmente esta é uma realidade e, a compulsão é uma doença silenciosa.
Segundo o dicionário informal, COMPULSÃO  é a tendência à repetição, impulso ou sensação de estar sendo levado, irresistivelmente, a executar alguma ação irracional. (<http://www.dicionarioinformal.com.br/significado/compuls%C3%A3o/10350>).

Há várias categorias de compulsão: a alimentar, por limpeza, por compras, por atenção, a desafiadora, a  bipolar, a sexual dentre outras. Na verdade, o ser compulsivo se desenvolve pelo não conhecimento de si próprio e de suas necessidades. A compulsão também é conhecida como "MANIAS". 

Muitos desenvolvem o TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo quando essa compulsão vai para seu estado de doença.  Coloco uma parte de uma pesquisa feita há tempos atrás, quando fazia uma monografia sobre TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade,  e que todos tem acesso fácil sobre o assunto:

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.





O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos para a sociedade ou para a própria pessoa; normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias e "rituais" que são incontroláveis ou dificilmente controláveis.
O transtorno obsessivo-compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população.1 De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o Transtorno Obsessivo-Compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença.2 Além da interferência nas atividades, os sintomas obsessivo-compulsivos (SOC) causam incomodo e angústia aos pacientes e seus familiares.
Apesar de ter sido descrito há mais de um século,3 e dos vários estudos publicados até o momento, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo ainda é considerado um "enigma". Questões como a descoberta de possíveis fatores etiológicos, diversidade de sintomas e como respondem aos tratamentos continuam sendo um desafio para os pesquisadores.4
Estudos indicam que uma das dificuldades para encontrar essas respostas deve-se ao caráter heterogêneo do transtorno. Vários estudos têm apontado para a importância da identificação de subgrupos mais homogêneos de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Esta abordagem visa a buscar fenótipos mais específicos que possam dar pistas para a identificação dos mecanismos etiológicos da doença, incluindo genes de vulnerabilidade e, por fim, o estabelecimento de abordagens terapêuticas mais eficazes.5
Alguns subtipos de Transtorno Obsessivo-Compulsivo têm sido propostos. Dentre eles, dois subtipos bastante estudados correspondem aos pacientes com início precoce dos Sintomas Obsessivo- Compulsivos.4 e o subtipo de Transtorno Obsessivo-Compulsivo associado à presença de tiques e/ou síndrome de Tourette (ST)6 7 Esses dois subgrupos de pacientes apresentam características clínicas, neurobiológicas, de neuroimagem, genéticas e de resposta aos tratamentos distintos e que os diferenciam de outros pacientes. É importante ressaltar também que esses dois subtipos apresentam características semelhantes, o que dificulta a interpretação de sua natureza, ou seja, torna-se difícil diferenciar se as características encontradas são devido ao início precoce dos Sintomas Obsessivo- Compulsivos ou à presença de tiques.Lavar as mãos constantemente caracteriza obsessão por higiene, um dos sintomas mais comuns do TOC.
Compulsão é um comportamento consciente e repetitivo, como contar, verificar ou evitar um pensamento que serve para anular uma obsessão. Outros exemplos de compulsão são o ato de lavar as mãos ou tomar banho repetidamente, conferir reiteradamente se esqueceu algo como uma torneira aberta ou a porta de casa sem trancar. Deve-se deixar claro porém que para que esses comportamentos sejam considerados compulsivos, devem ocorrer em uma frequência bem acima do necessário diante de qualquer padrão de avaliação.
Acomete 2 a 3% da população geral. A idade média de início costuma ser por volta dos 20 anos e acomete tanto homens como mulheres. Depressão Maior e Fobia Social podem acometer os pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo ao longo da vida. (<https://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_obsessivo-compulsivo.)


A compulsão está presente em crianças, jovens, adultos e na Melhor Idade, porém, é muitas vezes, ignorada. É importante observar. O compulsivo não percebe o que faz e quando se dá conta disso vai para o fundo do poço se não tiver ajuda. 

Voltando ao filme,  a garota se afunda em dívidas no cartão de crédito por conta das compras excessivas. Remeto-me  novamente ao texto " O DESPOJAR". Será que é necessário todas as roupas e sapatos dentro daquele armário para que sejamos felizes? Será que a grande quantidade de "coisas" têm o poder de nos saciar tanto assim a ponto de nos endividarmos, de  engordarmos, de nos matarmos na academia, de desafiarmos os outros e a nós mesmos a ponto de colocarmos em risco as nossas vidas?

De maneira geral, as pessoas responderiam a este questionamento como "- Não, é claro que não". "- Eu? Eu me conheço bem e não corro esse risco!".
Quem responde dessa maneira são os mais propensos a sofre da famigerada compulsão, uma vez que não admitem que são humanos e podem, a qualquer momento, cair no conto da RECOMPENSA por algo que fizeram ou não fizeram. Se fizeram, compensam-se  por terem conseguido finalizar a tarefa ou afins e, se não fizeram, compensam-se pela frustração de não terem conseguido fazer a tarefa ou afins.

A palavra que se liga à COMPULSÃO, na maioria das vezes é a palavra FRUSTRAÇÃO.

Não me estenderei mais, já que este assunto é muito rico e nosso relógio nos obriga  aos compromissos diários.

Contudo, convido vocês, meus estimados amigos leitores a fazerem uma análise na fatura de seus cartões de crédito, em seus armários, em suas geladeiras, em suas garagens e em todos os lugares que guardamos as "coisas". Se encontrarem excesso de "coisas", verifiquem suas emoções. Sem querer, vocês podem se surpreender.

Bia Fernandes


Um comentário:

  1. Cara amiga,
    Esta sua postagem requer muita reflexão.
    A compulsão, segundo alguns estudiosos de Marketing é um apelo utilizado pelos profissionais de vendas para produzir nas pessoas uma grande atração, às vezes até incontrolável pelos produtos que estão sendo ofertados pelo comércio. Nesse caso específico, é considerada uma estratégia de vendas, cujo objetivo primordial é atrair o comprador, e o foco é mostrar o produto de forma admirável.
    Nos meus áureos tempos como administrador de empresa, funcionário de banco, passei por algumas reciclagens nesse sentido em cursos de administração e marketing por objetivos, que enfatizavam com veemência a compulsão às compras.
    Já no campo médico psicológico meu conhecimento se restringe a algumas leituras que fiz sobre a compulsão e uma novela recente que assisti, doença que atinge ambos os sexos, com uma tendência maior para as mulheres da classe média e alta, pela dependência de compras em shoppings centers ou outras lojas.
    Hoje em dia, na era cibernética, não podemos deixar de lado a compulsão pelo computador, de certa forma uma doença que atinge todas as idades, e o foco principal são os games e as redes sociais.
    Portanto para atender ao seu pedido de análise pessoal no tocante a esse problema, posso lhe assegurar que, de fato, dificilmente as pessoas deixam de ter compulsão por alguma coisa, frente à diversificação de tentações que invadem a mídia falada e escrita! E nós seres humanos somos envolvidos cotidianamente por esses desejos .
    Parabéns por mais esse texto, que reflete antes de tudo a sua preocupação de Escritora com os problemas sociais!
    Hamilcar Marques – 26/07/2013.

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