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“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”.

As figuras utilizadas nas postagens são originárias do google images.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Será que é mesmo a labirintite?- Conversando com você


O que é você labirintite que distorce a visão de um ser humano? Que muda a aparência de qualquer coisa que apareça a sua frente? Que afasta as pessoas de suas atividades? Que distorce os sentidos?

Me disseram que você tem dois fundos: um metabólico e outro emocional.  Até você tem dois caminhos! Aff! Qual dos dois você escolheu para tal pessoa? E para a outra? E para aquela outra? Foi você que optou ou foi a própria vítima que decidiu? Mistério... mais um dos mistérios da vida.

Como obter a resposta para tais perguntas...? E se realmente, mas realmente, todos os sintomas da amiga labirintite fossem uma fuga para que aquela pessoa acometida de tais incômodos?

Sim, há pessoas que querem ficar doentes. Absurdo? Completamente ou não, dependendo somente da maneira que você enxerga a coisa toda. Eu explico. Você já teve febre por causa de uma prova difícil que teria que fazer e te impossibilitou de comparecer ao local do teste? Claro que já, e, não adianta mentir heim?

Isso se chama defesa. Você distorce a visão que você tem da situação por medo. Medo de errar, medo de não conseguir o resultado que você mesmo espera ou que os outros esperam de você e outros medos que ficam implícitos na sua própria alma, bem, mas, bem lá no fundo.

Espera. A doença pode ser mesmo de fundo emocional? Sim, ela pode. Ela pode ser criada por nós mesmos. Mas ela também pode ser criada pelos alimentos que comemos e somos alérgicos, por exemplo. Sim, ela pode. Então, como saber se ela é metabólica ou emocional?

Esse é o grande ponto. Como saber onde está o foco da doença? Do pensamento? Da ação e da reação? Para mim, a resposta é na meditação e no autoconhecimento. E qual é a sua resposta para esse dilema?

Bia Fernandes


terça-feira, 22 de julho de 2014

Tire o pó...se precisar



Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!!
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!
Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis!
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso “alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” para visitar – todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém…
…as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida…
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!!

Tire o pó… se precisar…

Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !

Tire o pó… se precisar…

Mas você não terá muito tempo livre…
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!

Tire o pó… se precisar…

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente….
- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!

Tire o pó… se precisar…

mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.

AFINAL:

“Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”

(Autor desconhecido )

Espero




Em teus olhos vejo a luz que me ilumina, o sol que me aquece e a promessa de um amor eterno. 
Bia Fernandes

sábado, 5 de julho de 2014

60 anos - Bodas de Diamante ou um segundo de união.



Esta é uma homenagem aos  casais que fazem 60 anos de casamento, as Bodas de Diamante, e àqueles casais que estão a apenas um segundo do famoso "sim", englobando todos os outros casais dentre essas datas temporais.

Qual é a diferença entre todos esses casais? São muitas. O tempo, o espaço, o contexto vivido, as famílias deixadas, as assumidas e as formadas.

As religiões e as religiosidades, as crenças, os níveis de instrução, os preceitos e preconceitos, os níveis de instrução, sócio econômicos, culturais e tantas outras fragmentações impostas pela sociedade não interferem em nada no que diz respeito ao amor. Sim, o amor. Exprimo aqui não acerca do amor Eros, que é regido pela paixão, pela plástica, pelo sexo, pelo desejo e pelo dinheiro. Também não falo sobre o amor Phyllos que é aquele amor protetor, entre amigos e familiares. Falo do amor ágape, aquele que ama incondicionalmente, aquele que torna a soma de duas pessoas uma Graça Divina. Graça esta nos dada pela benção do Senhor onde nos é colocado que deixaremos nossos pais e nossas mães e juntos, seremos um só ser. Não é você e o outro formando dois. É você e o outro formando um único ser.

Claro, cada qual tem suas capacidades, gostos, diversidades e peculiaridades que devem ser respeitadas mas, o amor que os une os torna, ao mesmo tempo seres fragmentados e ligados . O que prepondera nesse relacionamento é o respeito e a abnegação do egoísmo. O egoísmo faz parte do amor Eros, aquele descrito logo acima em poucas palavras. Volto a proferir que trato aqui do amor ágape, que é o amor que liberta. Quem ama liberta, quem ama educa, quem ama não adoece, já nos fala Roberto Shinyashiki. Quem ama quer ver o Ser amado liberto. Todo o resto é amor de posse, ou seja, possuir o ser amado como um objeto.

Parecem fortes estas palavras e você que as achou forte está coberto de razão. Elas assim o são. Palavras fortes também foram ditas por um certo senhor que as colocava com grande sabedoria. Ele dizia que " se fores feliz em seu casamento, bom para você, mas, se fores infeliz, bom para você, pois, foste tu que escolhestes o teu par".

Não nos unimos ou nos casamos somente com as qualidades do nosso ser amado. Casamos também com os defeitos e, já comprovado pela literatura científica, com o tempo, os seres humanos ficam ranzinzas ( na linguagem popular) e os defeitos começam a se exacerbar tanto que as qualidades, que antes nos faziam encher as vistas, acabam por se tornar minúsculas.

A cada dia que passa, já que envelhecemos a cada segundo, se refletirmos um pouco, notamos mais a sabedoria de Deus e nos enunciamos sobre a criação do ser humano com somente uma boca e dois ouvidos. Indireta bem direta de nosso Criador que, se vista pelo âmbito das entrelinhas, tiramos uma bela lição. Pare de falar e ouça. Dialogue. A sua verdade não é a única e a do ser amado também não é.  Um caminho tem duas fases: a ida e a volta.

Na hora de uma discussão, metade da fala é sua e metade da culpa do motivo da discussão também. A outra metade é de seu parceiro, mas cuidado!  Não se permita submeter-se ao outro esquecendo-se de você. Não submeta-se ao amor de posse  pois ele destruirá você e a todos os que forem alvo de sua possessão. 

Permita-se amar ao Senhor e peça que Ele te ensine a amar o outro como a você mesmo. O que você quer para você não é tudo de bom? Pois é, queira isso para o outro também. Ame o seu amor assim, com carinho, compaixão e admiração, mas acima de tudo, com respeito.

Que o amor de vocês possa sobreviver ao mundo e que possamos receber a Graça da Paz do Senhor.

Parabéns casal e que o Senhor abençoe a vossa casa.


Bia Fernandes



quarta-feira, 14 de maio de 2014

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - ELE MENTIU


...e Emília recebeu a fatídica notícia.

Por horas ela ficou atônita, sem saber o que pensar e sem ter como agir, perguntando-se o por quê do ocorrido. O que o que vinha à sua mente eram todas as suas ações e atitudes e nada de ruim encontrou. Sim, o seu melhor amigo tinha mentido para ela. O único pensamento era de indignação. Realmente, para quem tem uma amizade fiel como a dos dois, nestes momentos fica sem entender nada.

Foi então para casa, tomou o seu banho, esquentou o seu jantar que era do cardápio "resto do almocê" e enquanto o ingeria devagava em meio ao som de uma televisão que soava um certo não sei o quê.

O telefone tocou e, após levantar da cadeira em movimento na cadência de "slow motion" atendeu. Era Pâmela, que também tinha visto o fato. Conversaram por alguns minutos e logo Emília estava de volta aos seus momentos "remember". 
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(continuando a história)- Joacy Alcântara Cabral
Eram muitos os pensamentos que ela tinha em sua cabeça sobre o fato ocorrido. Ela realmente estava indignada e também inconformada. Buscava lá no fundo da sua memória os momentos maravilhosos  que havia passado na companhia de seu inseparável amigo e conforme o
 tempo ia passando, mais magoada e triste ia ficando.
  Levantou-se e resolveu sair para  dar uma caminhada para aliviar a tensão  e tentar coordenar seus pensamentos , pois não queria tomar qualquer decisão antes de saber o que realmente havia ocorrido.  No fundo, bem no fundo do seu coração, Emília ainda tinha esperança de que deveria haver um motivo muito forte para o seu melhor amigo ter mentido e ela haveria de descobrir.(Joacy Alcântara Cabral)

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(continuando a história) - Hamilcar Marques
...Durante a caminhada ela continuava a não acreditar no ocorrido!Estava muito magoada e pensava: -meu amigo, você mentiu para mim e quebrou a minha confiança! Não pensei ainda se vou poder perdoar essa falha intolerável que você cometeu. Veja como você me deixou, a mercê da minha própria consciência! Meu dilema está no seguinte: - mesmo que eu o perdoe e aceite as suas desculpas, não tenho convicção de que voltarei a acreditar nas suas pretensas verdades!Doravante tudo entre nós, será tempestuoso, falso, meu coração partido não está certo de voltar a ter um lugar pra você caro amigo! A minha esperança é que você tenha a coragem de se redimir e contar o que realmente aconteceu antes que eu descubra de uma maneira torpe!

Assim resolveu enviar-lhe um torpedo com o seguinte texto: “Caro amigo, você mentiu para mim! Caso você resolva conversar, só mesmo se tiver vontade, faça isso pessoalmente ou por telefone, não continue a esconder a sua vaidade”.Hamilcar Marques...............................


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(continuando a história) - Bia Fernandes

Ela voltou para casa, já eram mais de dez horas da noite. Tirou seu tênis, seu moletom e deitou-se sobre a cama.
- Bom Heitor. Já tomei a atitude de mandar o sms para você e, tomara que me responda logo.

Ligou a TV em sua série favorita - Friends - e adormeceu. Por volta da uma hora da madrugada escuta o sinal sonoro do seu celular. Uma mensagem. Abriu os olhos e o seu coração quase pulou do peito. Era dele! 

- Querida Mi! Não entendi a sua mensagem. Como assim eu menti para você?

- Heitor, me responde depois de horas e ainda vem com piadas? Estou fora! Amanhã nos falamos.

Emilia desligou o aparelho irritadíssima e foi para a cozinha, abriu o freezer e pegou um pote generoso de sorvete de creme.

- Onde já se viu?!? Que sínico. Ele falta em nossa sessão de cinema semanal, que é nosso compromisso há mais de ano, me deixa esperando, ligo várias vezes e ele não atende o celular ao menos para dar sinal de que está atrasado, no trânsito ou na China e eu que sou isso e aquilo?! O que é que ele está pensando?!?!
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(continuando a historia )- Neusa Zamarrenho

Emilia continuava muito confusa em seus pensamentos passava da raiva a pena de si mesma, tantos anos acreditando no Amigo e agora sem motivos aparente ele simplesmente mentiu o que fazer conversar com ele e pedir explicaçoes ou deixar que o tempo se encarregasse de consertar tudo que baita confusao.

 Emilia nao era mulher de faz de conta era muito franca e sincera por isso nao entendia o que tinha acontecido. Como mentir para mim? 

O dia ja estava amanhecendo e Emilia ainda nao tinha conseguido dormir ja estava com remorsos por ter comido quase uma lata de sorvete e decidiu. Tenho q sair dessa eu fui honesta e sincera quem mentiu foi ele portanto nao tenho q ficar me torturando to magoada mas isso nao vai acabar comigo levantou a cabeça tomou um banho se arrumou melhor q outros dias se perfumou porque nao tem nada mais gostoso q se olhar no espelho e se sentir bonita e cheirosa mesmo q por dentro se esteja magoada, mas Emilia estava com sua conciencia em paz............ Neusa Zamarrenho
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(continuando a história ) - Bia Fernandes


Já se passavam das oito da manhã quando ela pegou o ônibus 7777 para ir para a escola. Era sábado, dia de atividades extra curriculares. O trajeto durou cerca de quinze minutos e parou no ponto bem em frente do portão da Escola de Ensino Médio. Descendo pelas escadas  do veículo que estavam estreitas devido a dois carrinhos de mercadorias, Emília viu Pâmela.

- Pâmela, me espera!

Pâmela virou-se e viu a amiga com seu jeans surrado preto, seus All Stars vermelhos e a camisa xadrez "companheira".

- Oi Emi! Nossa, o que aconteceu com você?! Levou um soco nos olhos?!

- Fala sério! Estou tão mal assim? - resmungou Emilia levando as mãos aos olhos. - Quase não dormi. Poxa, me esforcei tanto para não parecer amarrotada! Até me perfumei e me maquiei!!

- Vai dizer que é ainda o caso do Heitor que não foi à sessão de cinema?! 

- E precisa mais do que isso? Até você me viu plantada na frente do cinema.

- Bom, você sabe, meninos são assim! Você ligou para ele?

- Mandei um torpedo e ele respondeu dizendo que eu estava viajando, literalmente brisando...

- Xi, olha quem está vindo pra cá. 

Emilia olhou para a esquerda e viu Heitor vindo em sua direção. Sentiu as mãos congelarem e seu rosto mais gelado ainda apesar do sol da manhã sobre ele.

- Oi meninas. Uau! Emilia, o que houve com os seus olhos? - Heitor disse cortando qualquer resto de confiança que ainda existia em Emília.

- Oi Heitor! - disse Pâmela beijando-lhe o rosto.

-Oi. - disse Emilia entre os dentes. - Meus olhos? O que tem eles?

- Está com olheiras animais! Está de "chico"?

- Que isso Heitor! Me poupe! - E saiu andando rumo a aula extra curricular de literatura. Entrou na sala 22, sentou-se próximo a janela e organizou o material.

Alguns minutos depois o professor chegou, carregado de livros. Entregou para cada aluno um livro e solicitou que abrissem na página 40 e começou a ler a poesia escrita.

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(continuando a história) - Hamilcar Marques


A mentira.
Olhem só essa mentira, infeliz Não serve de verdade para ninguém Mas acabará por aumentar o seu nariz Amigo sei obviamente quando mentes É só esperar o teu olhar fixo no meu E saberei seguramente o que sentes Ah, meu amigo hoje sinto O pesadelo dessa infeliz realidade Saiba que mentir é uma maldade Agora podes mentir! Não creio mais no seu jeito Pois o que mostram os teus olhos Não é verdade, mas falta de respeito. Hamilcar Marques.

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(continuando a história ) - Bia Fernandes

"FALA SÉRIO!" - disse Emilia em voz alta levantando-se da cadeira e saindo porta a fora da sala de aula. 

O professor não entendeu nada e os outros dez alunos também não. Olhou para a sala e disse:

- Virge Santa! O que é que foi isso?!?!?!?

Emilia atravessou o corredor como um furacão e entrou no banheiro. - Isso é perseguição! - disse olhando-se no espelho. - Tudo bem que ele me deixou na porta do cinema igual a uma tonta mas eu nem perguntei o que houve...mas, por que ele não atendeu o celular? Será que ele estava com outra garota? Poxa, ele mentiu pra mim dizendo que ia me encontrar e não foi...

Nisso, Camila, uma colega de sala,  entrou no banheiro. Emilia parou seu questionamento privado e disfarçou lavando as mãos.

- Emilia, o que houve com você? Saiu correndo da sala e está todo mundo preocupado...

-  Foi um "troço" que entrou no meu olho!

- Ah! Vamos voltar para a sala?

- Vamos sim!

E as duas garotas rumaram para a sala de aula, sentaram-se em suas cadeiras e a aula continuou. 

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(continuando a história) - Joacy Alcântara Cabral

O professor pediu que os alunos se dividissem em grupos para analisarem a poesia dada em sala de aula e após se preparassem para debater a mesma.  Emília mal podia acreditar que aquilo estava acontecendo com ela. Como ela poderia entrar em um debate sobre um tema que a estava afligindo muito? Onde ela buscaria forças para ir até o fim? Pamela percebeu que Emília não estava bem e a chamou para participar do seu grupo, pois assim poderia ajudar sua amiga. 

Enquanto os alunos conversavam sobre vários pontos importantes da poesia, Emília estava absorta em seus pensamentos. Ela perguntava a si mesma: - Por que eu não desmascarei aquele hipócrita do Heitor quando o encontrei na entrada da escola? - Ela não se perdoava por não tê-lo colocado na parede e fazê-lo confessar o porquê da sua atitude. 

E o debate sobre a poesia continuava, porém Emília resolveu se distanciar da discussão do grupo, pois fora a melhor forma que encontrou de conseguir permanecer na aula até o seu término. Quando encerrou a aula, Emília levantou-se e resolveu ir à lanchonete. Quando estava fazendo seu pedido, Francisco, um amigo de outra classe, aproximou-se de Emília e perguntou se ela gostaria de se sentar com ele à mesa para conversarem sobre o campeonato de Vôlei que iria acontecer no próximo mês, pois os dois eram representantes de suas respectivas classes. Emília concordou e ambos conversaram animadamente sobre a organização do campeonato e também sobre outros assuntos. Durante a conversa eles descobriram que tinham muitas coisas em comum, além do vôlei. Ambos curtiam as mesmas músicas e gostavam muito de andar de patins no final de semana. 

Finalmente Emília conseguiu direcionar seus pensamentos para outras coisas e até já sentia mais leve e feliz. Quando de repente Francisco lhe fala que também gostava de ver filmes e lhe conta o último que assistira. Emília, mais uma vez, teve que se esforçar, pois naquele momento a mentira de Heitor veio á tona novamente, pois fora justamente neste filme que o Francisco descrevia tão alegremente que Heitor havia dado o “cano”. Ela pensava consigo mesma: - da próxima vez que eu encontrar o Heitor ele está perdido, pois não vou deixar passar em branco o que ele fez.

 Enquanto estava tendo este pensamento notou que Heitor passava pela lanchonete conversando com seus amigos. Eles param em frente ao caixa para fazerem seus pedidos e Heitor vê que Emília está sentada conversando com Francisco. 

Emília tem a sensação que Heitor se perturbou, pois acenou desajeitadamente para eles, mas Emília fingiu que não viu o seu cumprimento e continuou a conversa com Francisco. 

Então Heitor se aproxima da mesa e pede licença para se sentar .(Joacy Alcântara Cabral)

...........................(continuando a história) – Hamilcar Marques

Ao sentar-se à mesa, após pedir licença, Heitor um pouco sem jeito perguntou discretamente para Emília o que estava ocorrendo!

Emília, furiosa, respondeu:- se alguém me deve explicações é você!

 Heitor retrucando disse que havia percebido que Emília o estava evitando.

Como o diálogo entre o Heitor e Emília estava ficando acalorado, Francisco resolveu pedir licença e disse à Emília que numa outra ocasião mais propícia, eles continuariam o papo! Em seguida despediu-se e saiu apressado da lanchonete, E... lá ficaram Emília e Heitor a discutir furiosamente os pontos de vista de cada um! Uma conversa pouco amistosa, com muita mágoa envolvida por parte de Emília, que ainda se sentia traída pela deslealdade do pretenso amigo. A mágoa era tanta que ela pensava com seus botões: “Nunca vou entender essas pessoas que magoam! Sabem perfeitamente que magoaram e fingem que nada está ocorrendo”. 

Heitor vendo Emília muito chateada, achou conveniente despedir-se também, indo embora em seguida! Emília, comovida com tudo, começou a chorar copiosamente e suas lágrimas caiam em abundância sobre um guardanapo de papel na mesa manchando-o.
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(continuando a história) – Bia Fernandes

Pâmela viu a amiga chorando e a chamou para voltar à aula e Emília disse que não iria.

-          Que isso Emi! Vai perder o segundo tempo da oficina de literatura que tanto curte? Anda vai...
-          Ta bom!

Emilia levantou-se e, junto com a fiel escudeira foi para a sala. Não demorou muito para a professora Jussara entrar, com aquele sorriso maravilhoso que sempre iluminava a sala toda. Pediu que abrissem o  livro: “Girassóis na janela” e cada qual iniciasse a leitura do conto “A luz que invade o dia” em voz baixa ou para si. Dado uns dez minutos a professora começou uma interpretação do texto.

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(continuando a história) – Sylvia Montenegro

Sem prestar atenção à aula,  Emília voava em seus pensamentos.  O som das palavras da professora ao fundo, em cadência, foram acalmando-a.

De repente perguntou-se por que ela não indagava a ele o que houve para te-la deixado plantada na porta do cinema.  Afinal, pode ter ocorrido alguma coisa.  Com certeza algum motivo teve.  Eles são apenas amigos e não namorados -  mesmo que ela preferisse que a situação fosse a segunda - e amigos são francos e diretos e devem estar preparados para entender e perdoar o outro, se não houve algo de grave. E se  o motivo fosse apenas ele ter perdido a hora?  Bem, nesse caso ele deveria ligar para  dar uma satisfação, para dizer que não ia, por consideração e educação.

Percebeu então que, na realidade, o que a incomodava era o "fantasma" da idéia dele estar interessado em outra menina.  Porque ela sim, estava apaixonada por ele.  Mas...  se ele também estivesse apaixonado por ela já não estariam namorando, após tanto tempo que se conhecem e vão ao cinema juntos?  Se ele tivesse alguma quedinha por ela, já não teria se manifestado de alguma forma?  Era isto, no recôndito de seu coração, que lhe doía.

Ela continuaria bancando a durona, ofendida porque ele não deu nenhuma satisfação.  Mas no fundo, bem no fundo, sabia que sua fúria era maior do que a de uma simples amiga.  Ela o considerava dela.  Ela estava com ciúme do tempo dele.  E se ele agora tivesse outros interesses - mesmo que fosse jogar bola - e  resolvesse não ir mais ao cinema toda semana com ela?
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(continuando a história)- Joacy Alcântara Cabral

Emília continuava absorta em seus pensamentos quando lhe veio à memória uma pequena história que a sua avó lhe contara quando ainda era menina.

"Era a história de uma menina chamada Mariana que ganhou um joguinho de xícaras de chá e emprestou para sua amiga, pois esta insistiu muito. Após emprestar o brinquedo para a sua amiga teve que sair com sua mãe e na volta viu o seu joguinho de chá todo quebrado. A menina ficou muito brava e queria a todo custo tirar satisfação com a amiga. 

Então a mãe lhe falou: Você lembra daquele sapatinho branco que você ganhou e quando saímos para passear, passou um carro e jogou lama em cima? Quando você chegou em casa queria lavá-lo imediatamente, mas a sua avó aconselhou a esperar o barro secar, pois ficaria muito mais fácil para limpar. E com a raiva é a mesma coisa. Precisa deixar a raiva secar e depois fica mais fácil para resolver.  

Mariana escutou a história de sua mãe, não entendeu bem e resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois tocou a campanhia e era a sua amiga trazendo um joguinho de chá  novinho. Ela disse: Mariana sabe aquele menino mau que mora na outra rua? Ele quis brincar comigo, mas eu não deixei. Então ele ficou bravo e quebrou todo o seu joguinho de chá, por isso minha mãe comprou um jogo novinho. Mariana agradeceu à amiga e foi contar para ela a história do sapatinho. 

A moral da história é: Deixe seus ímpetos, deixe o barro secar para depois limpá-lo. Assim você não cometerá o risco de cometer uma injustiça. (autor desconhecido)

Em meio a estes pensamentos escuta  Pâmela avisando-lhe que a aula havia acabado. Elas foram embora e Emília contou-lhe a história do sapatinho e disse à sua amiga que iria esperar mais uns dias para a raiva secar e que após iria conversar com Heitor.

Passaram-se os dias e então quando estava perto do seu encontro semanal com Heitor, ela lhe telefonou e o convidou para ir ao cinema, pois iria passar um filme que eles estavam esperando há muito tempo para assistir.
Heitor aceitou com alegria o convite. Joacy Alcântara Cabral


CARO LEITOR, CONTINUE A HISTÓRIA. 

ENVIE  NO EMAIL: ESCRITORABIAFERNANDES@HOTMAIL.COM QUE COPIO E COLO AQUI. Não esqueça de assinar a sua continuação.

BJKS!


Bia Fernandes

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Por que as pessoas entram na sua vida?

Por que as pessoas entram na sua vida?
Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.


Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando."

"O maior risco da vida é não fazer NADA."

Martha Medeiros

domingo, 13 de abril de 2014

A vida após os 50 anos


Conversando com uma pessoa muito quista por mim, eis que escutei  pérolas de sabedoria:

" - Sabe, passei a enxergar a vida de maneira bem diferente após os meus cinquenta anos. Vejo tudo com mais amor, com mais calma, sinto o descaso das pessoas por eu estar mais lenta, sinto a má vontade dos que me rodeiam, preciso de mais carinho e atenção, dou mais valor à minha família e apego-me mais a Deus...".

Quantas verdades ditas em uma única exclamação, em um desabafo... só o Senhor da Vida sabe o quanto me senti feliz por ter a oportunidade de conversar com ela.

Em filmes projetados nas telinhas e nas telonas são pintadas situações onde o carinho e os cuidados aos mais velhos  são contos de fadas, mas, infelizmente, a realidade é outra. Podemos contar, talvez nos dedos das mãos e dos pés, as vezes que presenciamos condições de respeito aos nossos idosos. Cito, por exemplo, um idoso no metrô ou num ônibus. Indivíduos mais novos sentam-se no assento reservado/prioritário e não saem quando chega um idoso, um deficiente ou uma grávida.

Pois bem, volto ao ápice deste texto.

A idade avança. O relógio não se faz amigo.

" - Quando a gente vai envelhecendo, começamos a pensar em quanto tempo nos resta nesta vida...".

Mais uma sábia verdade, porém, traço uma visão positiva de tudo isso. Para cada momento vivenciado neste nosso caminho há um significado. Uns vivem como se cada momento fosse único, outros como se fosse o último e eu, caros leitores, vivo cada momento como se fosse o primeiro.

Claro, cada minuto e cada piscar de olhos é único e cada cena captada por nossos olhos e guardada em nossa memória é única, contudo, coloco-as como se fossem as primeiras. Por que? Simples. Permeio meu caminho como se, cada dia, fosse o início. Estranho não é? Nascer todos os dias...Não existir passado e futuro...só o agora.

Aprendi com um Sensei que estar presente em cada momento por nós vivido é  a única maneira de estarmos felizes por inteiro.

A idade avança. O relógio é meu amigo.

Cada pequeno movimento do ponteiro dos segundos me faz mais plena. Amiga, amigo, estou aqui. Não importa a sua idade ou a minha. Envelhecer significa estar no caminho. Que possamos desfrutar o dia a dia que nos é proposto pelo Senhor com muita fé, alegria e otimismo, e se, as armadilhas do pessimismo aparecerem, olhe à sua volta. Há pessoas que estão ao seu lado e que te podem estender a mão e o coração.


Bia Fernandes

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Amadurecimento




O tempo está passando para todos: para mim, para você, para o planeta.

O tempo urge a cada piscar de olhos e nem percebemos.

Os afazeres são acrescentados em nosso cotidiano e acabamos não percebendo que coisas pequenas e importantes passam desapercebidas.

Um exemplo?

O amadurecimento de uma fruta, o surgir de uma flor, o crescimento de uma criança ou o nascer e o por do sol.

Que possamos deixar o automatismo de lado e assumirmos o manche de nosso barco.

Bia Fernandes