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“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”.

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quarta-feira, 14 de maio de 2014

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - ELE MENTIU


...e Emília recebeu a fatídica notícia.

Por horas ela ficou atônita, sem saber o que pensar e sem ter como agir, perguntando-se o por quê do ocorrido. O que o que vinha à sua mente eram todas as suas ações e atitudes e nada de ruim encontrou. Sim, o seu melhor amigo tinha mentido para ela. O único pensamento era de indignação. Realmente, para quem tem uma amizade fiel como a dos dois, nestes momentos fica sem entender nada.

Foi então para casa, tomou o seu banho, esquentou o seu jantar que era do cardápio "resto do almocê" e enquanto o ingeria devagava em meio ao som de uma televisão que soava um certo não sei o quê.

O telefone tocou e, após levantar da cadeira em movimento na cadência de "slow motion" atendeu. Era Pâmela, que também tinha visto o fato. Conversaram por alguns minutos e logo Emília estava de volta aos seus momentos "remember". 
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(continuando a história)- Joacy Alcântara Cabral
Eram muitos os pensamentos que ela tinha em sua cabeça sobre o fato ocorrido. Ela realmente estava indignada e também inconformada. Buscava lá no fundo da sua memória os momentos maravilhosos  que havia passado na companhia de seu inseparável amigo e conforme o
 tempo ia passando, mais magoada e triste ia ficando.
  Levantou-se e resolveu sair para  dar uma caminhada para aliviar a tensão  e tentar coordenar seus pensamentos , pois não queria tomar qualquer decisão antes de saber o que realmente havia ocorrido.  No fundo, bem no fundo do seu coração, Emília ainda tinha esperança de que deveria haver um motivo muito forte para o seu melhor amigo ter mentido e ela haveria de descobrir.(Joacy Alcântara Cabral)

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(continuando a história) - Hamilcar Marques
...Durante a caminhada ela continuava a não acreditar no ocorrido!Estava muito magoada e pensava: -meu amigo, você mentiu para mim e quebrou a minha confiança! Não pensei ainda se vou poder perdoar essa falha intolerável que você cometeu. Veja como você me deixou, a mercê da minha própria consciência! Meu dilema está no seguinte: - mesmo que eu o perdoe e aceite as suas desculpas, não tenho convicção de que voltarei a acreditar nas suas pretensas verdades!Doravante tudo entre nós, será tempestuoso, falso, meu coração partido não está certo de voltar a ter um lugar pra você caro amigo! A minha esperança é que você tenha a coragem de se redimir e contar o que realmente aconteceu antes que eu descubra de uma maneira torpe!

Assim resolveu enviar-lhe um torpedo com o seguinte texto: “Caro amigo, você mentiu para mim! Caso você resolva conversar, só mesmo se tiver vontade, faça isso pessoalmente ou por telefone, não continue a esconder a sua vaidade”.Hamilcar Marques...............................


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(continuando a história) - Bia Fernandes

Ela voltou para casa, já eram mais de dez horas da noite. Tirou seu tênis, seu moletom e deitou-se sobre a cama.
- Bom Heitor. Já tomei a atitude de mandar o sms para você e, tomara que me responda logo.

Ligou a TV em sua série favorita - Friends - e adormeceu. Por volta da uma hora da madrugada escuta o sinal sonoro do seu celular. Uma mensagem. Abriu os olhos e o seu coração quase pulou do peito. Era dele! 

- Querida Mi! Não entendi a sua mensagem. Como assim eu menti para você?

- Heitor, me responde depois de horas e ainda vem com piadas? Estou fora! Amanhã nos falamos.

Emilia desligou o aparelho irritadíssima e foi para a cozinha, abriu o freezer e pegou um pote generoso de sorvete de creme.

- Onde já se viu?!? Que sínico. Ele falta em nossa sessão de cinema semanal, que é nosso compromisso há mais de ano, me deixa esperando, ligo várias vezes e ele não atende o celular ao menos para dar sinal de que está atrasado, no trânsito ou na China e eu que sou isso e aquilo?! O que é que ele está pensando?!?!
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(continuando a historia )- Neusa Zamarrenho

Emilia continuava muito confusa em seus pensamentos passava da raiva a pena de si mesma, tantos anos acreditando no Amigo e agora sem motivos aparente ele simplesmente mentiu o que fazer conversar com ele e pedir explicaçoes ou deixar que o tempo se encarregasse de consertar tudo que baita confusao.

 Emilia nao era mulher de faz de conta era muito franca e sincera por isso nao entendia o que tinha acontecido. Como mentir para mim? 

O dia ja estava amanhecendo e Emilia ainda nao tinha conseguido dormir ja estava com remorsos por ter comido quase uma lata de sorvete e decidiu. Tenho q sair dessa eu fui honesta e sincera quem mentiu foi ele portanto nao tenho q ficar me torturando to magoada mas isso nao vai acabar comigo levantou a cabeça tomou um banho se arrumou melhor q outros dias se perfumou porque nao tem nada mais gostoso q se olhar no espelho e se sentir bonita e cheirosa mesmo q por dentro se esteja magoada, mas Emilia estava com sua conciencia em paz............ Neusa Zamarrenho
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(continuando a história ) - Bia Fernandes


Já se passavam das oito da manhã quando ela pegou o ônibus 7777 para ir para a escola. Era sábado, dia de atividades extra curriculares. O trajeto durou cerca de quinze minutos e parou no ponto bem em frente do portão da Escola de Ensino Médio. Descendo pelas escadas  do veículo que estavam estreitas devido a dois carrinhos de mercadorias, Emília viu Pâmela.

- Pâmela, me espera!

Pâmela virou-se e viu a amiga com seu jeans surrado preto, seus All Stars vermelhos e a camisa xadrez "companheira".

- Oi Emi! Nossa, o que aconteceu com você?! Levou um soco nos olhos?!

- Fala sério! Estou tão mal assim? - resmungou Emilia levando as mãos aos olhos. - Quase não dormi. Poxa, me esforcei tanto para não parecer amarrotada! Até me perfumei e me maquiei!!

- Vai dizer que é ainda o caso do Heitor que não foi à sessão de cinema?! 

- E precisa mais do que isso? Até você me viu plantada na frente do cinema.

- Bom, você sabe, meninos são assim! Você ligou para ele?

- Mandei um torpedo e ele respondeu dizendo que eu estava viajando, literalmente brisando...

- Xi, olha quem está vindo pra cá. 

Emilia olhou para a esquerda e viu Heitor vindo em sua direção. Sentiu as mãos congelarem e seu rosto mais gelado ainda apesar do sol da manhã sobre ele.

- Oi meninas. Uau! Emilia, o que houve com os seus olhos? - Heitor disse cortando qualquer resto de confiança que ainda existia em Emília.

- Oi Heitor! - disse Pâmela beijando-lhe o rosto.

-Oi. - disse Emilia entre os dentes. - Meus olhos? O que tem eles?

- Está com olheiras animais! Está de "chico"?

- Que isso Heitor! Me poupe! - E saiu andando rumo a aula extra curricular de literatura. Entrou na sala 22, sentou-se próximo a janela e organizou o material.

Alguns minutos depois o professor chegou, carregado de livros. Entregou para cada aluno um livro e solicitou que abrissem na página 40 e começou a ler a poesia escrita.

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(continuando a história) - Hamilcar Marques


A mentira.
Olhem só essa mentira, infeliz Não serve de verdade para ninguém Mas acabará por aumentar o seu nariz Amigo sei obviamente quando mentes É só esperar o teu olhar fixo no meu E saberei seguramente o que sentes Ah, meu amigo hoje sinto O pesadelo dessa infeliz realidade Saiba que mentir é uma maldade Agora podes mentir! Não creio mais no seu jeito Pois o que mostram os teus olhos Não é verdade, mas falta de respeito. Hamilcar Marques.

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(continuando a história ) - Bia Fernandes

"FALA SÉRIO!" - disse Emilia em voz alta levantando-se da cadeira e saindo porta a fora da sala de aula. 

O professor não entendeu nada e os outros dez alunos também não. Olhou para a sala e disse:

- Virge Santa! O que é que foi isso?!?!?!?

Emilia atravessou o corredor como um furacão e entrou no banheiro. - Isso é perseguição! - disse olhando-se no espelho. - Tudo bem que ele me deixou na porta do cinema igual a uma tonta mas eu nem perguntei o que houve...mas, por que ele não atendeu o celular? Será que ele estava com outra garota? Poxa, ele mentiu pra mim dizendo que ia me encontrar e não foi...

Nisso, Camila, uma colega de sala,  entrou no banheiro. Emilia parou seu questionamento privado e disfarçou lavando as mãos.

- Emilia, o que houve com você? Saiu correndo da sala e está todo mundo preocupado...

-  Foi um "troço" que entrou no meu olho!

- Ah! Vamos voltar para a sala?

- Vamos sim!

E as duas garotas rumaram para a sala de aula, sentaram-se em suas cadeiras e a aula continuou. 

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(continuando a história) - Joacy Alcântara Cabral

O professor pediu que os alunos se dividissem em grupos para analisarem a poesia dada em sala de aula e após se preparassem para debater a mesma.  Emília mal podia acreditar que aquilo estava acontecendo com ela. Como ela poderia entrar em um debate sobre um tema que a estava afligindo muito? Onde ela buscaria forças para ir até o fim? Pamela percebeu que Emília não estava bem e a chamou para participar do seu grupo, pois assim poderia ajudar sua amiga. 

Enquanto os alunos conversavam sobre vários pontos importantes da poesia, Emília estava absorta em seus pensamentos. Ela perguntava a si mesma: - Por que eu não desmascarei aquele hipócrita do Heitor quando o encontrei na entrada da escola? - Ela não se perdoava por não tê-lo colocado na parede e fazê-lo confessar o porquê da sua atitude. 

E o debate sobre a poesia continuava, porém Emília resolveu se distanciar da discussão do grupo, pois fora a melhor forma que encontrou de conseguir permanecer na aula até o seu término. Quando encerrou a aula, Emília levantou-se e resolveu ir à lanchonete. Quando estava fazendo seu pedido, Francisco, um amigo de outra classe, aproximou-se de Emília e perguntou se ela gostaria de se sentar com ele à mesa para conversarem sobre o campeonato de Vôlei que iria acontecer no próximo mês, pois os dois eram representantes de suas respectivas classes. Emília concordou e ambos conversaram animadamente sobre a organização do campeonato e também sobre outros assuntos. Durante a conversa eles descobriram que tinham muitas coisas em comum, além do vôlei. Ambos curtiam as mesmas músicas e gostavam muito de andar de patins no final de semana. 

Finalmente Emília conseguiu direcionar seus pensamentos para outras coisas e até já sentia mais leve e feliz. Quando de repente Francisco lhe fala que também gostava de ver filmes e lhe conta o último que assistira. Emília, mais uma vez, teve que se esforçar, pois naquele momento a mentira de Heitor veio á tona novamente, pois fora justamente neste filme que o Francisco descrevia tão alegremente que Heitor havia dado o “cano”. Ela pensava consigo mesma: - da próxima vez que eu encontrar o Heitor ele está perdido, pois não vou deixar passar em branco o que ele fez.

 Enquanto estava tendo este pensamento notou que Heitor passava pela lanchonete conversando com seus amigos. Eles param em frente ao caixa para fazerem seus pedidos e Heitor vê que Emília está sentada conversando com Francisco. 

Emília tem a sensação que Heitor se perturbou, pois acenou desajeitadamente para eles, mas Emília fingiu que não viu o seu cumprimento e continuou a conversa com Francisco. 

Então Heitor se aproxima da mesa e pede licença para se sentar .(Joacy Alcântara Cabral)

...........................(continuando a história) – Hamilcar Marques

Ao sentar-se à mesa, após pedir licença, Heitor um pouco sem jeito perguntou discretamente para Emília o que estava ocorrendo!

Emília, furiosa, respondeu:- se alguém me deve explicações é você!

 Heitor retrucando disse que havia percebido que Emília o estava evitando.

Como o diálogo entre o Heitor e Emília estava ficando acalorado, Francisco resolveu pedir licença e disse à Emília que numa outra ocasião mais propícia, eles continuariam o papo! Em seguida despediu-se e saiu apressado da lanchonete, E... lá ficaram Emília e Heitor a discutir furiosamente os pontos de vista de cada um! Uma conversa pouco amistosa, com muita mágoa envolvida por parte de Emília, que ainda se sentia traída pela deslealdade do pretenso amigo. A mágoa era tanta que ela pensava com seus botões: “Nunca vou entender essas pessoas que magoam! Sabem perfeitamente que magoaram e fingem que nada está ocorrendo”. 

Heitor vendo Emília muito chateada, achou conveniente despedir-se também, indo embora em seguida! Emília, comovida com tudo, começou a chorar copiosamente e suas lágrimas caiam em abundância sobre um guardanapo de papel na mesa manchando-o.
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(continuando a história) – Bia Fernandes

Pâmela viu a amiga chorando e a chamou para voltar à aula e Emília disse que não iria.

-          Que isso Emi! Vai perder o segundo tempo da oficina de literatura que tanto curte? Anda vai...
-          Ta bom!

Emilia levantou-se e, junto com a fiel escudeira foi para a sala. Não demorou muito para a professora Jussara entrar, com aquele sorriso maravilhoso que sempre iluminava a sala toda. Pediu que abrissem o  livro: “Girassóis na janela” e cada qual iniciasse a leitura do conto “A luz que invade o dia” em voz baixa ou para si. Dado uns dez minutos a professora começou uma interpretação do texto.

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(continuando a história) – Sylvia Montenegro

Sem prestar atenção à aula,  Emília voava em seus pensamentos.  O som das palavras da professora ao fundo, em cadência, foram acalmando-a.

De repente perguntou-se por que ela não indagava a ele o que houve para te-la deixado plantada na porta do cinema.  Afinal, pode ter ocorrido alguma coisa.  Com certeza algum motivo teve.  Eles são apenas amigos e não namorados -  mesmo que ela preferisse que a situação fosse a segunda - e amigos são francos e diretos e devem estar preparados para entender e perdoar o outro, se não houve algo de grave. E se  o motivo fosse apenas ele ter perdido a hora?  Bem, nesse caso ele deveria ligar para  dar uma satisfação, para dizer que não ia, por consideração e educação.

Percebeu então que, na realidade, o que a incomodava era o "fantasma" da idéia dele estar interessado em outra menina.  Porque ela sim, estava apaixonada por ele.  Mas...  se ele também estivesse apaixonado por ela já não estariam namorando, após tanto tempo que se conhecem e vão ao cinema juntos?  Se ele tivesse alguma quedinha por ela, já não teria se manifestado de alguma forma?  Era isto, no recôndito de seu coração, que lhe doía.

Ela continuaria bancando a durona, ofendida porque ele não deu nenhuma satisfação.  Mas no fundo, bem no fundo, sabia que sua fúria era maior do que a de uma simples amiga.  Ela o considerava dela.  Ela estava com ciúme do tempo dele.  E se ele agora tivesse outros interesses - mesmo que fosse jogar bola - e  resolvesse não ir mais ao cinema toda semana com ela?
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(continuando a história)- Joacy Alcântara Cabral

Emília continuava absorta em seus pensamentos quando lhe veio à memória uma pequena história que a sua avó lhe contara quando ainda era menina.

"Era a história de uma menina chamada Mariana que ganhou um joguinho de xícaras de chá e emprestou para sua amiga, pois esta insistiu muito. Após emprestar o brinquedo para a sua amiga teve que sair com sua mãe e na volta viu o seu joguinho de chá todo quebrado. A menina ficou muito brava e queria a todo custo tirar satisfação com a amiga. 

Então a mãe lhe falou: Você lembra daquele sapatinho branco que você ganhou e quando saímos para passear, passou um carro e jogou lama em cima? Quando você chegou em casa queria lavá-lo imediatamente, mas a sua avó aconselhou a esperar o barro secar, pois ficaria muito mais fácil para limpar. E com a raiva é a mesma coisa. Precisa deixar a raiva secar e depois fica mais fácil para resolver.  

Mariana escutou a história de sua mãe, não entendeu bem e resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois tocou a campanhia e era a sua amiga trazendo um joguinho de chá  novinho. Ela disse: Mariana sabe aquele menino mau que mora na outra rua? Ele quis brincar comigo, mas eu não deixei. Então ele ficou bravo e quebrou todo o seu joguinho de chá, por isso minha mãe comprou um jogo novinho. Mariana agradeceu à amiga e foi contar para ela a história do sapatinho. 

A moral da história é: Deixe seus ímpetos, deixe o barro secar para depois limpá-lo. Assim você não cometerá o risco de cometer uma injustiça. (autor desconhecido)

Em meio a estes pensamentos escuta  Pâmela avisando-lhe que a aula havia acabado. Elas foram embora e Emília contou-lhe a história do sapatinho e disse à sua amiga que iria esperar mais uns dias para a raiva secar e que após iria conversar com Heitor.

Passaram-se os dias e então quando estava perto do seu encontro semanal com Heitor, ela lhe telefonou e o convidou para ir ao cinema, pois iria passar um filme que eles estavam esperando há muito tempo para assistir.
Heitor aceitou com alegria o convite. Joacy Alcântara Cabral


CARO LEITOR, CONTINUE A HISTÓRIA. 

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BJKS!


Bia Fernandes

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