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“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”.

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sábado, 5 de julho de 2014

60 anos - Bodas de Diamante ou um segundo de união.



Esta é uma homenagem aos  casais que fazem 60 anos de casamento, as Bodas de Diamante, e àqueles casais que estão a apenas um segundo do famoso "sim", englobando todos os outros casais dentre essas datas temporais.

Qual é a diferença entre todos esses casais? São muitas. O tempo, o espaço, o contexto vivido, as famílias deixadas, as assumidas e as formadas.

As religiões e as religiosidades, as crenças, os níveis de instrução, os preceitos e preconceitos, os níveis de instrução, sócio econômicos, culturais e tantas outras fragmentações impostas pela sociedade não interferem em nada no que diz respeito ao amor. Sim, o amor. Exprimo aqui não acerca do amor Eros, que é regido pela paixão, pela plástica, pelo sexo, pelo desejo e pelo dinheiro. Também não falo sobre o amor Phyllos que é aquele amor protetor, entre amigos e familiares. Falo do amor ágape, aquele que ama incondicionalmente, aquele que torna a soma de duas pessoas uma Graça Divina. Graça esta nos dada pela benção do Senhor onde nos é colocado que deixaremos nossos pais e nossas mães e juntos, seremos um só ser. Não é você e o outro formando dois. É você e o outro formando um único ser.

Claro, cada qual tem suas capacidades, gostos, diversidades e peculiaridades que devem ser respeitadas mas, o amor que os une os torna, ao mesmo tempo seres fragmentados e ligados . O que prepondera nesse relacionamento é o respeito e a abnegação do egoísmo. O egoísmo faz parte do amor Eros, aquele descrito logo acima em poucas palavras. Volto a proferir que trato aqui do amor ágape, que é o amor que liberta. Quem ama liberta, quem ama educa, quem ama não adoece, já nos fala Roberto Shinyashiki. Quem ama quer ver o Ser amado liberto. Todo o resto é amor de posse, ou seja, possuir o ser amado como um objeto.

Parecem fortes estas palavras e você que as achou forte está coberto de razão. Elas assim o são. Palavras fortes também foram ditas por um certo senhor que as colocava com grande sabedoria. Ele dizia que " se fores feliz em seu casamento, bom para você, mas, se fores infeliz, bom para você, pois, foste tu que escolhestes o teu par".

Não nos unimos ou nos casamos somente com as qualidades do nosso ser amado. Casamos também com os defeitos e, já comprovado pela literatura científica, com o tempo, os seres humanos ficam ranzinzas ( na linguagem popular) e os defeitos começam a se exacerbar tanto que as qualidades, que antes nos faziam encher as vistas, acabam por se tornar minúsculas.

A cada dia que passa, já que envelhecemos a cada segundo, se refletirmos um pouco, notamos mais a sabedoria de Deus e nos enunciamos sobre a criação do ser humano com somente uma boca e dois ouvidos. Indireta bem direta de nosso Criador que, se vista pelo âmbito das entrelinhas, tiramos uma bela lição. Pare de falar e ouça. Dialogue. A sua verdade não é a única e a do ser amado também não é.  Um caminho tem duas fases: a ida e a volta.

Na hora de uma discussão, metade da fala é sua e metade da culpa do motivo da discussão também. A outra metade é de seu parceiro, mas cuidado!  Não se permita submeter-se ao outro esquecendo-se de você. Não submeta-se ao amor de posse  pois ele destruirá você e a todos os que forem alvo de sua possessão. 

Permita-se amar ao Senhor e peça que Ele te ensine a amar o outro como a você mesmo. O que você quer para você não é tudo de bom? Pois é, queira isso para o outro também. Ame o seu amor assim, com carinho, compaixão e admiração, mas acima de tudo, com respeito.

Que o amor de vocês possa sobreviver ao mundo e que possamos receber a Graça da Paz do Senhor.

Parabéns casal e que o Senhor abençoe a vossa casa.


Bia Fernandes



Um comentário:

  1. Linda a sua postagem amiga, repleta de sensibilidade e amor, além de uma religiosidade sem par.Abraços.

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