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“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”.

As figuras utilizadas nas postagens são originárias do google images.


sexta-feira, 6 de março de 2015

Pais: impossível não ter medo da perda




Impossível não ter medo da perda.

Brotamos do amor de duas pessoas que se uniram por um motivo comum.

Iniciamos nossa caminhada no útero de nossa mãe e que nos fora apresentada através do alimento. O elo que nos une é forte.

Abrimos os olhos para o mundo externo nove meses depois. O que antes era somente a voz do papai que ouvíamos, virou algo material.

Compreendemos que, desde que deixamos o aconchego abdominal de nossa mãe, o leque de atenção que recebemos é maior do que nosso foco.Conhecemos o carinho da família, ou seja, dos irmãos, avós, tios, primos, compadres e dos amigos. Partimos do calor que nos envolvia para uma temperatura variada onde às vezes é quente demais ou frio petrificante.

Descobrimos através de nossas experiências que aprendemos com eles e com o amor que eles nos dão. Esse amor que, em grande porcentagem, é tão grande que nos é mostrado pelo cuidado que tiveram conosco, pela educação que nos deram, pelo caráter que nos ensinaram a desenvolver e pela cultura acadêmica que nos propuseram.

Crescemos, nos desenvolvemos e alguns se reproduziram estando eles, nossos pais, acompanhando nossa caminhada de camarote. Alguns deles, o camarote, é bem pertinho da nossa vida. Outros, bem afastados. O tempo passou.

Esse tempo todo passou e, olhando para a nossa própria vida, nós, os filhos, o fruto desse amor, não percebemos que o tempo passou para eles, nossos pais, também. Não tivemos tempo ou percepção de que nossos pais percorreram o caminho deles olhando para nós. A atenção deles estava voltada para a nossa vida, e certo dia, o desgaste dos anos nos apresenta nossos pais, heróis, destemidos e prontos para tudo no que diz respeito a nós, filhos, como seres humanos frágeis.

É um susto. Um baque. Observamos que a pintura realmente mudou durante esses anos e que, assim como nós, eles também mudaram.

Ao sinal da primeira dificuldade apresentada pelo envelhecimento nos desesperamos e depois nos recompomos. Aparecem a segunda, a terceira e por ai se vai e aprendemos que passamos de seres cuidados para cuidadores. Isso não significa que eles não possuem forças, autonomia, vontade própria e capacidades. Isso significa que o tempo começou a pesar sobre seus ombros e o que era feito com rapidez agora é feito com calma, o cognitivo está em perfeitas condições, porém mais lento e que os interesses mudaram.

Neste momento começa a aparecer o medo. Medo de que estejam dirigindo e sofram acidentes nesse transito insano, medo dos tropeços em tapetes e degraus, medo de serem atropelados mesmo na faixa de pedestres, medo, medo, medo.

Na verdade, o maior medo é o de não ter mais tempo para estar com eles. Medo de não dar tempo de recuperar o tempo perdido no momento que estamos mais preocupados com nossa formação acadêmica, com nossa formação financeira e nossa visão unilateral.
Sendo mais incisiva, o grande medo é o da perda, de nos vermos sozinhos mesmo estando acompanhados por todos a nossa volta. Medo de não termos mais nosso arrimo, nosso esteio. Medo de não termos mais quem nos realmente suporta.

Medito a respeito disto agora, que compartilho com vocês, em prol da esperança de podermos viver cada dia com nossos pais de modo a não perdermos essa oportunidade.

Vivo isso a cada dia e percebo que ainda é pouco. Proponho que observem a vida intensamente e aproveitem cada minuto que tiverem com seus pais. Façam o possível e o impossível para tê-los a sua volta e você em volta deles. Lembre-se que eles te colocaram neste mundo. Sem eles você não estaria aqui.
Ame-os com amor ágape e philos e tenham compaixão com eles e com você. O medo da perda acontecerá de qualquer maneira. O que fará a diferença é o quanto você conseguiu ser feliz e faze-los felizes.

Bia Fernandes 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

AVC




AVC

Era um sábado de manhã.
O homem, de 83 anos, acordou bem, vestiu-se e, como de costume, fora preparar o café da manhã. Defronte a pia da cozinha, pegou a xícara branca de asa comprida e esta, escorregou de sua mão. Pensou que ainda estava sonolento e por isso, deixara-a cair. Tornou a pegá-la, agora com as duas mãos, e encheu-a de café. Bebericou e percebeu que o líquido não estava com o mesmo sabor.
Dado um tempo, viu-se no leito da UTI de um hospital e diagnosticado vítima de um AVC.

Era uma segunda feira.
A mulher, de 33 anos, acordou, tomou seu desjejum, aguou as plantas do jardim, verificou a agenda de trabalho. Ligou o chuveiro e ficou sob ele, ensaboando-se. Notou que seu braço direito estava fadigado, sem força.  Continuou a banhar-se e, quando fora se enxugar notou certo formigamento em sua perna direita. Sentiu-se estranha e fora, dirigindo, ao Pronto Socorro.
Entrando na recepção logo fora colocada em uma cadeira de rodas e levada para a UTI. Diagnóstico: AVC.

Era uma terça feira.
A mulher, de 35 anos, saiu para a sua caminhada e sentiu sua perna fraca. Mesmo percebendo que não estava rendendo, terminou seu percurso. Adentrando em casa, notou que essa panturrilha fadigada também estava com formigamento. Não deu importância e seguiu o seu dia.
À noite, notou que seu braço também formigava. Fora ao hospital e disseram que era uma distensão na panturrilha e deram antiinflamatórios para ela tomar. No dia seguinte, além da perna e do braço fadigados, sua língua estava formigando. Voltou ao hospital e fora diagnosticada: AVC.

Pois bem, estes são relatos reais, de pessoas reais, de vidas reais, acometidas de um mesmo mal subido: o AVC – Acidente Vascular Cerebral.  Um quadro clínico totalmente sutil em seus sintomas, mas, devastador em seu resultado.

Procure se informar mais, conhecer melhor e inteirar-se desse e de outros maus súbitos.

Bia Fernandes





http://www.associacaoavc.pt/Informacao/Menu1/Page1.php

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Esquecimento




Esquecimento
Fato consumado no dia a dia: esquecemos do que não nos convém.
Nesta conclusão cheguei, após longa data de reflexão, que o indivíduo sujeito de sua finita ou infinita gama de compromissos burla o sistema, seja ele qual for, a seu favor e depois, com uma simples palavra colocada de maneira enfática "Esqueci", acha-se no direito de se abdicar de suas responsabilidades.
Esqueci de ler.
Esqueci de escrever.
Esqueci de trazer.
Esqueci de fazer.
Esqueci de ser fiel.
Esqueci de amar.
Esqueci da verdade...
A lista seria bastante longa se eu me desse ao trabalho de continuar com a delonga.
A questão é: O esquecido deve passar pelo mesmo crivo do "isquicido"? Há aquele que o é por uma doença, um transtorno ou pela amnésia (adquirida ou não) e, há aquele que o é para que uma interjeição não lhe caiba.
Como distinguir os dois a olho nú é tarefa árdua. Envolve julgamento, o que é incomodo e passível de erro.
Então, como perceber, isso! Essa é a palavra! Como perceber a diferença para que não sejamos enganados nesta pequena situação que me levou a horas de reflexão?
A memória aqui não se é ponto de discussão. O ponto é a atitude de esquecer e de "esquecer".
Provavelmente continuarei a pensar acerca do assunto, já que não cheguei a conclusão alguma.
“A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.”
FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE
A vantagem de ter uma ótima memória é que tudo se registra, cedo ou tarde.
Bia Fernandes

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O Utopista

 

O Utopista

Uma conversa.
Uma conversa com ponto inicial.
Uma conversa com ponto inicial porém sem o ponto final.
Perdeu-se pelo meio.

A guerra interna e externa sobre o poder foi o assunto escondido nas entrelinhas de tal prosa.

Aquele indivíduo estava ransado com o poder que o rodeava e não percebeu que o desejava arduamente.

Colocou a ideia e tentou convencer de que era um mero indigente indecente em seus paradigmas, contudo, o que deixava transparecer era seu infinito desejo de ter aquele poder sujo, tal qual seu sentimento o colocava.

Escondeu-se em suas citações mas a sua alma mostrava o seu antagonismo.

Ora, por que não assume?

A resposta que saia de seu aparelho fonador era sempre a mesma de que o poder era algo do inferno que corrompia as pessoas, mas, logo gabava-se de ter conseguido alcançar feitos diante de alguns poderosos classificados e qualificados.

A luta é grandiosa e altamente intrínseca neste Utopista.
A luta dele é com o outro ou com ele mesmo? Com a negação ou com o desejo?

Fez colocações de atitudes de grandes líderes estrangeiros e firmou que eles mudaram o mundo...será?

De súbito, questionado, sentiu-se ameaçado... o foco fora perdido e o Utopista pulou para outro galho sem olhar para traz, tentando defender mais uma vez o seu mundo que não se sabe ser real ou ilusório.

Bia Fernandes

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O que significa sua firma?

Ah, o ser humano.

A cada dia o percebo mais inócuo, disposto a tirar vantagens do que não lhe é permitido.
O que está acontecendo contigo ser humano?
Onde está o seu caráter, a sua responsabilidade no que firma?
O que vale a assinatura de seu nome?

Pergunto-me indignada por situação vivenciada.
Será que você, ser humano culto e esclarecido,quer se fazer passar por um pobre coitado indefeso como um pequeno bebê que acabou de nascer e embora já seja um ser pensante ainda não saiba se comunicar?

Será que você acha que os outros seres humanos não lhe percebem a mentira?

O que se passa é o famoso querer tirar vantagem sobre outrém.
Por que fazes isso, ser humano?
O que achas que terás de vantagem a ser levada?

Escutei, em uma conversa informal uma fala que a sinto fiel a esta vivência: "As boas ações e atitudes não são feitas pelos outros. Elas são feitas por nós mesmos e vice-versa".

Pense nisso ser humano.
Você nunca estará em tão alto posto que não possa cair.



Bia Fernandes